quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A escravidão africana no Brasil e no estado de São Paulo









A escravidão africana no Brasil e no estado de São Paulo



Assim como a América, a África, antes do século XV, era habitada por povos de diferentes culturas, com suas próprias experiências históricas e estava dividida em vários reinos ou Estados.
A história deste continente, antes da chegada dos europeus para escravizar seus habitantes e retirar suas riquezas, é repleta de acontecimentos fascinantes, normalmente, ignorados pela maioria dos relatos históricos.
Eram inúmeros reinos e impérios que ali se desenvolveram e atingiram grande poder e riqueza. A partir do século X, estudiosos árabes começaram a escrever sobre a grande riqueza dos reinos africanos, o que despertou o interesse dos europeus por este continente.
No continente africano, já existia a escravidão, contudo esta se diferenciava da escravidão que os negros iriam enfrentar no seu contato com os europeus.
A distribuição desigual de poder em algumas sociedades africanas gerava disputas e guerras como em outras sociedades na Europa, Ásia e América.
Pouco se sabe sobre como se apresentava a escravidão na África antes do século XVI, nas várias estruturas sociais ali existentes. A instituição da escravidão permaneceu em algumas regiões até o século XX, como por exemplo, Serra Leoa, em que foi abolida apenas em 1928, e Etiópia, abolida em 1942.
As relações de poder foram profundamente alteradas quando estes africanos entraram em contato com os europeus, principalmente as relações comerciais, que antes eram estabelecidas apenas entre eles.
Com a chegada dos comerciantes europeus ao litoral, muitos reinos africanos se tornaram mais ricos e poderosos, compraram armas de fogo dos europeus e guerreavam uns contra os outros para tentar ampliar seus impérios.
Em 1441, a primeira expedição portuguesa, comandada por Antão Gonçalves e Nuno Tristão, apesar de não ser este o seu principal objetivo, inaugurou um novo tipo de comércio, o de homens e mulheres negros, que passaram a ser vendidos por alto preço em Lisboa, capital portuguesa.
Em razão do volume de escravos obtidos já neste período, foi criada a Casa dos Escravos, para administrar este lucrativo negócio, e em poucos anos foram comercializados milhares de escravos africanos.
Entre os africanos trazidos para o Brasil predominavam os bantos e os sudaneses. Os bantos vinham das regiões de Angola, Moçambique e Congo. Os sudaneses eram originários da Costa do Marfim, Nigéria e Daomé (atualmente República do Benin).
Os escravos trabalhavam desde o nascer do dia até o escurecer, quase sem descanso, pois mesmo aos domingos cultivavam pequenas roças para seu próprio sustento. Em razão da péssima alimentação, do excesso de trabalho e dos maus-tratos, o escravo tinha um tempo de vida bastante reduzido. Seu trabalho era constantemente vigiado e sofriam uma série de castigos, mesmo por faltas leves.

DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores castigando negros. 1835.


  DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores castigando negros. 1835.
DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores castigando negros. 1835. Litografia sobre papel, 32 cm x 23 cm. Pinacoteca, São Paulo.


Entre as várias formas de castigo estava o tronco ou “pau de paciência”, em que os negros eram pendurados pelas canelas em pequenas aberturas existentes entre duas vigas de madeira e ficavam por horas e até dias imobilizados, com fortes dores e formigamentos, além de sofrerem chicotadas dependendo da falta cometida.
No interior paulista, principalmente na região de São Carlos e Campinas, havia um intenso comércio de escravos africanos, uma vez que a economia da região era totalmente agrária com alguma produção de cana e quase totalmente voltada para a subsistência. Nessa época, o negro era a base da produção, sendo o escravo quem trabalhava o campo e produzia o alimento e os lucros para os proprietários das terras.
Por volta de 1850, quando a expansão do café trouxe para a região um grande desenvolvimento econômico, São Carlos tornou-se um forte núcleo comprador de escravos, pois o tráfico da África havia sido proibido e os escravos vinham principalmente de estados nordestinos e de Minas Gerais, onde a economia estava em crise.
O café era então a riqueza fundamental da região, sendo a produção essencialmente destinada ao mercado externo.
O escravo normalmente tinha uma matrícula, que era um documento de registro de propriedade usado no comércio de mulheres na condição de escravos.
Este documento mostrava que os escravos tinham somente o nome de batismo, e eram registrados com o nome da mãe, havendo muitas vezes repetição de nomes, falhas de registro, entre outros descuidos, o que dificulta muito o estudo e o levantamento mais preciso sobre a vida dessas pessoas desde a sua origem até os destinos para onde eram vendidos.
Em 1870, a produção de café na província de São Paulo correspondia a 16% da produção nacional; em 1885, São Paulo já produzia 40% do café brasileiro. Esse fato se refletia na valorização das terras produtivas e da mão de obra escrava. O escravo alcançou um alto preço e nos inventários registrados na cidade de São Carlos chegavam a ser 66% do patrimônio dos seus proprietários.
Além da produção cafeeira, os escravos eram utilizados na produção de milho em todas as regiões de São Paulo. O cultivo do milho era fácil, rápido e exigia investimentos menores. À medida que a economia expandiu-se, a produção total do milho foi crescendo, pois até mesmo as grandes fazendas, com muitos escravos, produziam milho ao menos para subsistência de seus trabalhadores e do gado.
Deste modo, apesar do maior emprego de mão de obra escrava ter sido na produção cafeeira, o setor produtor de alimentos da região era muito desenvolvido e utilizou amplamente a mão de obra escrava.















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terça-feira, 29 de setembro de 2015

A importancia do tropeirismo para o estado de São Paulo







A importancia do tropeirismo para o estado de São Paulo



O tropeirismo, trabalho de criação, condução e comercialização do gado, teve início em meados do século XVII e foi responsável pela integração entre o litoral e o primeiro planalto, também ampliando o povoamento e o fluxo de gado do Sul para o centro do país.
Era comum que muitos tropeiros, além de conduzirem tropas, também fossem proprietários de terras. Eles compravam os animais no Rio Grande do Sul para vendê-los em Sorocaba (SP). Cruzavam Santa Catarina e a região de Curitiba ou qualquer outro ponto intermediário entre a Lapa e Castro e, após viajar o dia todo, pagavam ao proprietário da invernada o aluguel para o descanso das tropas.
As mulas eram os animais de carga mais usados para estas empreitadas por serem bastante resistentes, terem grande capacidade de equilíbrio e por passarem por trechos difíceis com muita carga e passividade.
Um desses animais era ensinado para conduzir os demais. Geralmente, tinha-se o costume de se enfeitar a mula-guia com um penacho na cabeça, além de outros ornamentos, como conchas e fitas. O animal também carregava um cincerro pendurado ao pescoço. Quanto às demais mulas, eram amarradas umas às outras pelo rabo de modo que o transporte fosse seguro e que caminhassem sempre em linha.

A rota dos tropeiros


A rota dos tropeiros
A rota dos tropeiros




A herança dos bandeirantes e dos tropeiros


Um bandeirante ou tropeiro era iniciado na profissão por volta dos 10 anos, acompanhando os adultos. O vestuário do sertanista, composto de chapéu grande de feltro, camisa de pano forte como lona, manta que era jogada sobre os ombros com uma abertura no centro (ao estilo dos gaúchos) e botas de couro que chegavam até a metade da perna para proteção contra animais peçonhentos, fundamental para a sobrevivência nas matas e campos.
Dos tropeiros e dos bandeirantes herdamos muitos costumes alimentares, como toucinho, feijão-preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité. Nos pousos, apreciava-se o feijão-preto com pouco molho e com muitos pedaços de carne de sol e toucinho. Esse prato ficou conhecido pelo nome de feijão-tropeiro que, como antigamente, é servido com farofa e couve picada. A cachaça fazia parte do cotidiano desses homens, especialmente nos dias de muito frio ou para evitar a picada de insetos.
Um de seus principais utensílios era uma grande sacola ou baú – em que guardavam suas roupas e outros instrumentos de valor; também tinham uma sela cheia de instrumentos que se suspendia em pesados estribos. Costumava-se chamar de “malotagem” os apetrechos e arreios necessários a cada animal, e de “broaca” os bolsões de couro que iam sobre a cangalha para guardar mais mercadoria.
Algumas profissões que conhecemos atualmente são oriundas do desenvolvimento das viagens sertanistas no estado, tais como a de rancheiro (dono de rancho) e a de ferrador, responsável por pregar as ferraduras nos animais das tropas e que, às vezes, também atuava como veterinário. Peão era todo amansador de equinos e muares à moda do sertão.
Pode-se notar, portanto, a importância do movimento sertanista para o povoamento do interior do Sul e Sudeste do Brasil. Com o tempo, esses homens abandonaram a atividade de caça e venda de escravos indígenas e passaram a se dedicar ao comércio e transporte de gado.
Essa atividade surgiu de forma paralela à produção dos engenhos de açúcar. Nesses locais era muito utilizada a força animal para mover as moendas, que espremiam o caldo da cana. Além disso, as terras nordestinas, naquela época, estavam quase que inteiramente destinadas ao cultivo desse produto. Por isso, muitos engenhos passaram a consumir alimentos, como o charque, vindos de outras regiões do país. A maioria desses alimentos era trazida em razão do comércio do gado e da atividade dos tropeiros no Sul do país.
Essa atividade interligou várias regiões do país, especialmente o Sudeste com o Sul, pois o gado era trazido da região de Vacaria (atual estado do Rio Grande do Sul) para chegar a São Vicente, onde era então vendido a outras tropas que levariam os animais até a região Nordeste.

Museu dos Tropeiros. Castro (PR).


 Museu dos Tropeiros. Castro (PR).
Museu dos Tropeiros. Castro (PR).




Glossário


Cincerro: chocalho ou sineta colocado no pescoço de um animal preso a uma coleira. É comum em bovinos ou equinos para guiar uma tropa ou o gado.
Coité: molho de vinagre com fruto cáustico espremido.














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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As primeiras bandeiras no estado de São Paulo






As primeiras bandeiras no estado de São Paulo



Especialmente na capitania de São Vicente, chegaram muitos homens em busca da promessa de encontrar ouro e prata. No entanto, nessa capitania habitavam índios temidos pelos portugueses, tais como os carijós. Em 1585, sabe-se de uma das primeiras expedições que vieram com a intenção de combater aqueles índios e escravizá-los. Essa primeira expedição – que também ficou conhecida como a primeira bandeira – foi liderada por Jerônimo Leitão.
Jerônimo Leitão veio para o Brasil em 1530, na expedição de Martim Afonso de Souza, casou-se em São Vicente, com Inês Castelo, e governou esta capitania durante 20 anos.
Outras expedições chegaram ao litoral paulista na tentativa de encontrar metais preciosos. No entanto, as reservas de metais preciosos não eram muito grandes e o ouro logo se esgotou. Esses colonos foram obrigados, então, a partir rumo ao planalto, onde atualmente fica a cidade de São Paulo, para garantir sua sobrevivência.
Naquele planalto, os colonos passaram a viver da caça, da coleta e da agricultura de subsistência. Plantavam trigo, algodão, árvores frutíferas e algumas raízes, cujo cultivo fora aprendido com os indígenas.
De modo geral, os bandeirantes não levavam provisões de alimentos, mesmo nas viagens longas. Carregavam apenas sal, utensílios de cozinha, como pratos de estanho, cuias, e redes de dormir. Pescavam nos rios, caçavam, colhiam as frutas silvestres das matas, o mel, o pinhão e o palmito das roças indígenas, alimentavam-se de carne de cobra, lagartos e sapos ou rãs. Se a água faltava, tentavam encontrá-la nas plantas, mascavam folhas e roíam raízes.
Houve grande resistência por parte dos padres jesuítas contra as bandeiras em virtude da caça e aprisionamento de índios cometidos pelos bandeirantes.

Mapa de missões e bandeiras


Mapa de missões e bandeiras
Mapa de missões e bandeiras














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domingo, 27 de setembro de 2015

A expansão e as bandeiras no estado de São Paulo





A expansão e as bandeiras no estado de São Paulo



A história das bandeiras realizadas nas três primeiras décadas do século XVII apresenta dois lados bastante conflitantes.
Os documentos históricos existentes revelam horrores de toda a natureza praticados principalmente contra os indígenas brasileiros, como a morte ou escravização de aproximadamente 500 mil índios, destruições de reduções jesuíticas e devastação de cidades. Por outro lado, esta mesma história vem coberta de lendas e interpretações que nos mostram estes homens como heróis, chamados de “raça de gigantes”, corajosos, desbravadores, que se tornaram os principais responsáveis pela expansão territorial do Brasil.
A origem da denominação bandeiras para as expedições organizadas por iniciativa de particulares, ou seja, sem o financiamento do governo português, nasceu do costume tupiniquim de levantar uma bandeira em sinal de guerra.
Neste período a colonização do Sul seguiu rumos diferentes daqueles usados no Norte do país. As notícias da existência de imensas riquezas minerais no interior do continente, como as encontradas no México e no Peru, despertaram a cobiça e o interesse pelas regiões do interior. A Argentina era conhecida como “terra da prata”, e o litoral sul do Brasil como “costa do ouro e prata”.
Inicialmente, alguns grupos começaram a se deslocar da capitania de São Vicente em busca de indígenas para os trabalhos na lavoura e passaram a entrar em choque com os aldeamentos organizados pelos jesuítas.

DEBRET, Jean-Baptiste. Soldados e índios de Curitiba levando selvagens presos. 1834.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Soldados e índios de Curitiba levando selvagens presos. 1834.
DEBRET, Jean-Baptiste. Soldados e índios de Curitiba levando selvagens presos. 1834. Litografia, 32,6 cm x 21,2 cm. Século XIX.


A vila de São Paulo, situada na capitania de São Vicente, foi o principal centro irradiador das bandeiras, em razão de fatores econômicos, sociais e geográficos.
A população que vivia nesta região era pobre e isolada, sobrevivendo basicamente da lavoura de subsistência, sendo obrigados a produzir suas próprias ferramentas, armas, roupas, móveis e utensílios domésticos.
A utilização do indígena como escravo nas lavouras era a solução para a falta de mão de obra, já que não dispunham de capital para comprar o escravo negro africano. Gradativamente, o índio passou a ser uma mercadoria rentável, pois começou a ser vendido como escravo em outras capitanias, tornando o seu apresamento uma atividade importante e lucrativa.
A intensificação das bandeiras ocorreu partindo do planalto de Piratininga, aproveitando-se dos rios Tietê, Paraíba do Sul, Paraná e outros, que foram usados como vias naturais da penetração para o interior.

JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897.


 JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897.
JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897. Óleo sobre tela, 640 cm x 390 cm. Museu Paulista.


O bandeirismo tornou-se uma atividade importante, cuja técnica passava de pai para filho. Pouco a pouco foram se tornando verdadeiras povoações que se deslocavam e, como a expedição podia durar longos períodos, era preciso parar e fazer roças de mantimentos, o que ocasionava o surgimento de povoações na sua passagem.
As primeiras expedições de bandeirantes buscavam o apresamento de indígenas que pudessem ser vendidos como escravos, porém, em seguida, passaram a procurar metais e pedras preciosas.

O nome do rio Tietê é de origem tupi e significa “rio verdadeiro” ou de “águas verdadeiras”. Ele é um dos rios mais famosos do Brasil por cortar a cidade de São Paulo e o estado de sudeste a noroeste.


 O nome do rio Tietê é de origem tupi e significa “rio verdadeiro” ou de “águas verdadeiras”. Ele é um dos rios mais famosos do Brasil por cortar a cidade de São Paulo e o estado de sudeste a noroeste.
O nome do rio Tietê é de origem tupi e significa “rio verdadeiro” ou de “águas verdadeiras”. Ele é um dos rios mais famosos do Brasil por cortar a cidade de São Paulo e o estado de sudeste a noroeste.
















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sábado, 26 de setembro de 2015

O início da colonização de São Paulo






O início da colonização de São Paulo



Em 1548, diante das dificuldades de colonização das terras brasileiras e com o auxílio dos donatários das capitanias, o rei de Portugal decidiu adotar medidas mais concretas para administrar e colonizar o Brasil, criando o sistema de governo-geral, que centralizou a administração sem, contudo, acabar com o regime das capitanias hereditárias.
Para ser o responsável por esse órgão foi escolhido Tomé de Souza, navegador experiente em longas viagens marítimas à África e à Índia, que recebeu a capitania da Bahia, antes pertencente a Francisco Pereira de Coutinho, morto após um naufrágio por índios Tupinambá. Tomé de Souza fundou ali a cidade de Salvador, que depois se tornou a primeira capital do Brasil.
Este primeiro governador-geral trouxe para o Brasil mais de 1 000 pessoas, entre elas, funcionários para cuidar da administração, soldados e colonos. Foram criados cargos auxiliares, como ouvidor-mor (responsável pela justiça), provedor-mor (cobrança de impostos) e capitão-mor (defesa do litoral dos ataques inimigos). A presença dos primeiros jesuítas também foi admitida e ficavam encarregados da catequese dos indígenas.
Os jesuítas, pertencentes à Companhia de Jesus, foram muito importantes na conquista e na colonização do Brasil, desde a sua chegada em 1549, no governo-geral de Tomé de Souza, até 1759, quando foram expulsos do Brasil.

CALIXTO, Benedito. Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu. 1927.


 CALIXTO, Benedito. Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu.1927.
CALIXTO, Benedito. Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu. 1927. Museu Paulista da USP.


A primeira vila do Brasil, fundada em 1532 e batizada de Vila de São Vicente, ficava na região que hoje pertence ao litoral paulista e, com o tempo, ficou bastante conhecida por traficantes de escravos que aportavam na região para abastecerem seus navios e repará-los a fim de que pudessem continuar sua viagem.
A região em que se localizava São Vicente, no entanto, apresentava muitas dificuldades naturais, pois a serra (atual Serra da Mantiqueira) era um obstáculo quase impossível de ser superado pelos colonizadores. Por esse motivo, a vila não prosperou como se imaginava.
Por sua vez, uma região vizinha – a do atual planalto paulista – possuía um clima estável, terrenos mais acessíveis, uma extensa rede de rios, além de uma vegetação que não dificultava muito a circulação de pessoas pelo seu interior.

LEGRAND, C. Padre António Vieira pregando aos índios. Ca. de 1841


  LEGRAND, C. Padre António Vieira pregando aos índios. Ca. de 1841
LEGRAND, C. Padre António Vieira pregando aos índios. Ca. de 1841. Litografia. Acervo do Arquivo Ultramarino de Portugal, Lisboa.


Em 1550, dois colégios jesuítas já funcionavam na Bahia e em São Vicente. Eles abrigavam meninos órfãos e visavam principalmente à formação de sacerdotes para auxiliar o trabalho missionário.
Com o passar do tempo, os colégios atenderam também os colonos e seus filhos, transformando-se nas únicas escolas então existentes. Além de difundir os ensinamentos religiosos, essas instituições ensinavam a ler e escrever, fornecendo os mínimos conhecimentos de que os colonos precisavam.
A atuação dos padres jesuítas com relação ao ensino era muito influenciada pela religião católica e pelos costumes e crenças europeias.
Em 1551 foi criado o primeiro bispado no Brasil, dando pleno impulso à atividade evangelizadora dos indígenas com a ação dos missionários.
Paralelamente à instituição e à atuação dos órgãos públicos ligados ao poder dos governadores-gerais, desenvolveu-se um poder de administração local nas vilas, por meio da criação das Câmaras Municipais.
As Câmaras Municipais eram controladas pelos chamados “homens bons”, proprietários de terras, de escravos e de gado que formavam a camada social dominante na colônia. As Câmaras, defendendo os interesses dos proprietários, fiscalizavam a atuação dos capitães e funcionários da Coroa portuguesa no Brasil. Também cuidavam de diversos assuntos, como fundação de vilas, cobrança de tributos, preços das mercadorias, expedições exploratórias, enfim, toda a administração dos municípios.
Com o segundo governador-geral, Duarte da Costa, cujo governo durou de 1553 a 1558, vieram mais jesuítas para o trabalho de catequese, entre eles os padres José de Anchieta e Manoel de Nóbrega que fundaram o Colégio de São Paulo, dando origem à cidade de São Paulo em 25 de janeiro 1554.

Pátio do colégio, marco zero da cidade de São Paulo.


 Pátio do colégio, marco zero da cidade de São Paulo.
Pátio do colégio, marco zero da cidade de São Paulo.


O terceiro governador-geral foi Mem de Sá, que promoveu a expulsão dos franceses da região onde foi fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, por seu sobrinho Estácio de Sá.
Na região do atual planalto paulista chegaram muitos colonos vindos do litoral e outros vindos da região do nordeste. Em sua maioria, não eram nobres, pelo contrário: eram pessoas que vinham por incentivo da Coroa portuguesa para a colonização efetiva das terras brasileiras.
Essas pessoas fundaram, com o tempo, pequenos núcleos de povoamento que tinham características bastante diferentes dos enormes engenhos coloniais da região nordeste. Esses núcleos também tiveram sua importância durante a colonização do Brasil e deixaram marcas profundas na cultura colonial brasileira, muitas das quais persistem até os nossos dias.
O estilo de vida desses povos que se instalaram na região sudeste do país contribuiu para a consolidação do movimento chamado de bandeiras, responsável por explorar terras que iam além do litoral, chegando ao interior do país.

SILVA, Oscar Pereira da. Fundação da Cidade de São Paulo. 1909.


 SILVA, Oscar Pereira da. Fundação da Cidade de São Paulo. 1909.
SILVA, Oscar Pereira da. Fundação da Cidade de São Paulo. 1909. Óleo sobre tela, 185 cm x 340 cm. Museu Paulista, São Paulo.


















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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A população indígena no estado de São Paulo em 2015





A população indígena no estado de São Paulo em 2015



A partir da década de 1950, os Mbyá passaram a ser a população indígena que mais cresceu no litoral paulista. Os Guarani, Nhandéva e Mbyá são estimados, hoje, no estado de São Paulo, em torno de 1 600 pessoas que ocupam 15 áreas, entre acampamentos temporários e áreas permanentes.
A Reserva Indígena Guarani do Rio Silveira, por exemplo, possui uma área de 948 hectares, localizada na Mata Atlântica, faz divisa com os municípios de Bertioga e São Sebastião. Situada na região sul do município, no bairro de Boracéia, fica a 60 km, aproximadamente, do Centro Histórico de São Sebastião. Tanto essa comunidade como as da Aldeia Boa Vista, em Ubatuba, os indígenas do Posto Indígena Araribá, nos municípios de Bauru e Avaí e os do Posto Indígena Vanuíre, nos municípios de Arco-Íris e Tupã, no interior do estado, que tem alguma importância turística, têm encontrado apoio das prefeituras para iniciativas, como projetos de autossustentação econômica, educação diferenciada e formação de agentes de saúde indígenas.
Contudo, pesquisas recentes revelam que a situação de saúde dos povos indígenas em São Paulo necessita urgentemente de atenção por parte das autoridades, principalmente, para aqueles que vivem em péssimas condições em aldeias e favelas da Grande São Paulo e do litoral paulista.
A Constituição brasileira de 1988 definiu as regras para a demarcação das terras indígenas, que são consideradas da União. O direito de usá-las depende da demarcação, fato este que demanda muito tempo e vontade política, além do conflito de interesses. Os índios enfrentam posseiros que querem ocupar suas terras e madeireiros que tentam retirar as madeiras de seus territórios para um comércio lucrativo.

Distribuição de municípios com aldeias no estado de São Paulo


 Distribuição de municípios com aldeias no estado de São Paulo
Distribuição de municípios com aldeias no estado de São Paulo




Habitantes, etnia e idioma por aldeia indígena do estado de São Paulo



Aldeia

Etnia

Idioma

Subtotais

Polo Base Bauru946
KopenotyTerena / Guarani / Caingangue/ KrenacAruaque / Macro-jê199
EkeruáTerenaAruaque135
NimuendajuGuarani / TerenaTupi-guarani87
PyaúGuaraniTupi-guarani71
IcatuTerena / Caingangue /KrenacAruaque / Macro-jê136
VanuireTerena / Caingangue /KrenacAruaque / Macro-jê197
TereguáGuarani / TerenaTupi-guarani98
Tekoá PorãGuaraniTupi-guarani23
Polo Base São Paulo3.113
Tenondé PorãGuaraniGuarani954
KrukutuGuaraniGuarani291
JaraguáGuaraniGuarani530
PankararuPankararuIati1.338
Polo Base Litoral Norte549
Rio SilveiraGuaraniGuarani388
Boa VistaGuaraniGuarani144
RenascerTupi-guaraniTupi-guarani17
Polo Base Peruíbe123
BananalTupi-guaraniTupi-guarani31
ParaísoTupi-guaraniTupi-guarani9
Uru ItyGuaraniGuarani27
DjakoatyTupi-guaraniTupi-guarani18
AmbaporãGuaraniGuarani28
Rio AzeiteTupi-guaraniTupi-guarani8
CapoeirãoGuaraniGuarani2
Polo Base Mongaguá623
ParanapuãGuaraniGuarani95
AguapeúGuaraniGuarani57
ItaócaGuarani / Tupi-guaraniTupi-guarani196
PiaçagueraTupi-guaraniTupi-guarani142
Rio BrancoGuaraniGuarani68
AldeinhaTupi-guaraniTupi-guarani65
Polo Base Registro291
PeguaotyGuaraniGuarani77
PindotyGuaraniGuarani67
Pakurity/ Santa CruzGuaraniGuarani46
Tapyi/ Rio BranquinhoGuaraniGuarani37
Guavira/ SubaumaGuaraniGuarani11
JacareyGuaraniGuarani8
Ilha Cardoso – CananéiaGuaraniGuarani22
ItaguaGuaraniGuarani23

Subtotal

5.645



Nota: O número de habitantes por aldeia pode variar, principalmente, entre os indígenas da etnia Guarani Mbyá, em virtude do hábito, próprio da cultura, de mudança de aldeia. Essa etnia migra com frequência para aldeias situadas nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


A população indígena no estado de São Paulo em 2015


 A população indígena no estado de São Paulo em 2015
A população indígena no estado de São Paulo em 2015



Os índios nos dias de hoje


  Os índios nos dias de hoje
Os índios nos dias de hoje



A população indígena no estado de São Paulo em 2015


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